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Carga no Sudeste/Centro-Oeste deve alcançar 47.723 MWmed em novembro, com crescimento de 5,92% 


A carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) deve atingir 87.347 megawatts médios (MWmed) em novembro, alta de 6,42% em relação ao mesmo mês de 2025. A projeção foi apresentada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta quinta-feira, 29 de outubro, durante a reunião do Programa Mensal da Operação (PMO). A estimativa foi revisada em relação aos 89.566 MWmed previstos no planejamento anterior. 


A atualização considera o comportamento recente da carga e as condições meteorológicas esperadas para o período. Para dezembro, a previsão é de 89.830 MWmed. Assim, o crescimento estimado no acumulado do ano é de 3,92%, com carga média anual de 85.048 MWmed, 0,14 ponto percentual abaixo da projeção inicial.


Em setembro, a carga realizada no SIN ficou em 84.021 MWmed, pouco acima do nível registrado em agosto. O resultado foi influenciado pelas temperaturas abaixo da média climatológica em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Para outubro, a expectativa de fechamento é de 85.973 MWmed, acompanhando a elevação sazonal das temperaturas. 


Sudeste/Centro-Oeste 


A carga de energia no Sudeste/Centro-Oeste deve alcançar 47.723 MWmed em novembro, com crescimento de 5,92% na comparação anual. A projeção foi revisada em relação aos 49.772 MWmed estimados anteriormente. Para dezembro, a previsão é de 49.948 MWmed, alta de 6,94% ante igual mês de 2025.


Segundo o ONS, a atualização considera a expectativa de temperaturas entre a média e acima da média, além do comportamento recente da carga. Para o ano, o subsistema deve registrar crescimento de 2,76%, abaixo dos 4,15% previstos inicialmente. 


Sul


No Sul, a carga deve atingir 14.291 MWmed em novembro, alta de 2,24% em relação ao mesmo mês do ano passado. A estimativa anterior era de 14.590 MWmed, com crescimento de 4,38%.


Para dezembro, a projeção foi revisada para 14.586 MWmed, o que representa queda de 0,97% na comparação anual. A previsão considera as temperaturas abaixo da média esperadas para a região e o comportamento recente do consumo.


Em 2026, a carga do subsistema deve crescer 2,23%, para 14.783 MWmed. No planejamento inicial, a expectativa era de expansão de 0,11%.


Nordeste


A carga no Nordeste deve crescer 10,82% em novembro, para 15.602 MWmed. A estimativa foi elevada em relação à previsão anterior, em um cenário de expansão do consumo observado desde junho.


Para dezembro, a projeção é de 15.689 MWmed, alta de 12,06% ante igual período de 2025. A revisão considera o comportamento recente da carga e a expectativa de temperaturas entre a média e acima da média, além de precipitações entre a média e abaixo dela.


No acumulado de 2026, a carga do Nordeste deve crescer 7,16%, para 14.370 MWmed. A previsão inicial indicava alta de 6,01%. 


Norte


No Norte, a carga deve alcançar 9.731 MWmed em novembro, crescimento de 8,54% na comparação anual. A estimativa foi ligeiramente elevada em relação aos 9.703 MWmed previstos anteriormente.


Para dezembro, a projeção é de 9.337 MWmed, alta de 10,34% ante o mesmo mês de 2025. A previsão leva em conta o comportamento recente do consumo e a expectativa de temperaturas entre a média e acima da média, com precipitações entre a média e abaixo dela.


Para o ano, a carga do subsistema deve crescer 8,06%, para 8.926 MWmed, acima da expansão de 7,49% prevista inicialmente. Segundo o ONS, Norte e Nordeste devem apresentar crescimento da carga superior ao estimado no planejamento original.



Previsão do suprimento de Itaipu à ANDE 


A ENBPar, que sucedeu a Eletrobras em determinadas atribuições, é responsável pela previsão do suprimento de energia de Itaipu à Administração Nacional de Eletricidade do Paraguai (ANDE). Em 2024, os volumes realizados ficaram próximos das estimativas. Em 2025, porém, houve um descolamento significativo entre a previsão e o suprimento efetivo, sobretudo a partir de maio.


A diferença está relacionada, principalmente, ao crescimento acelerado da carga própria paraguaia. Após uma expansão de cerca de 6% entre 2021 e 2022, a demanda passou a registrar altas de dois dígitos, chegando a 18% entre 2023 e 2024. Entre os fatores apontados estão o avanço da atividade industrial, a solução de gargalos na transmissão de energia, a expansão de atividades ligadas a criptomoedas e a instalação de data centers. Entre janeiro e setembro de 2026, a carga própria do país cresceu 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em fevereiro, foi registrado recorde de 4.579 MW médios.


Além do aumento do consumo, a previsão do suprimento de Itaipu é influenciada pela forma como a ANDE utiliza a energia da usina para atender à demanda paraguaia. A participação de Itaipu nesse atendimento, que costuma oscilar entre 80% e 90%, chegou a aproximadamente 95% em 2026. Em meados de 2024, por outro lado, ficou em torno de 64%. 

Por MMM - Ministério de Minas e Energia • 30 de outubro de 2026
Caderno de Biocombustíveis e Combustíveis Sintéticos projeta avanço do etanol de milho, do biometano e dos combustíveis sustentáveis de aviação e analisa os efeitos da Lei do Combustível do Futuro
Por ANEEL • 30 de outubro de 2026
Documento analisa os impactos dos fenômeno climáticos e as estratégias para enfrentamento
Por Agência INFRA • 30 de outubro de 2026
 O MME (Ministério de Minas e Energia) informou nesta quinta-feira (29) que o Leilão de Transmissão 4/2026, marcado para sexta-feira (30), prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos em sete estados. O certame será realizado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), a partir das 10h, na sede da B3, em São Paulo. Segundo a pasta, os leilões de transmissão realizados entre 2023 e 2026 mobilizaram R$ 69,64 bilhões em investimentos estimados, montante que chega a R$ 77,54 bilhões com atualização pelo IPCA. O leilão contempla 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e seccionamentos, além da continuidade da operação de 483 quilômetros de linhas existentes. A expectativa é de geração de aproximadamente 20,3 mil empregos durante a implantação dos projetos. As instalações estarão distribuídas pela Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo. Os contratos de concessão terão duração de 30 anos, com prazos de entrada em operação entre 42 e 60 meses. O maior empreendimento do certame reúne instalações em Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná, com passagem por São Paulo. O projeto prevê R$ 4,11 bilhões em investimentos e 1.167 quilômetros de linhas, com objetivo de reforçar o atendimento ao Mato Grosso do Sul e ampliar a capacidade de escoamento da geração de energia. Na Bahia e na Paraíba, os projetos exclusivos dos dois estados somam R$ 1,16 bilhão em investimentos, enquanto a conexão entre Bahia e Goiás prevê outros R$ 317 milhões. Em São Paulo, um empreendimento de R$ 1,07 bilhão busca reforçar o atendimento à Região Metropolitana da capital. No Paraná, dois projetos somam R$ 1,46 bilhão, enquanto Rondônia receberá instalações estimadas em R$ 753,2 milhões para ampliar a estabilidade do sistema de transmissão que atende o estado e o Acre.
Por Agência INFRA • 29 de outubro de 2026
A diretoria da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou na terça-feira (27) os editais do leilão de baterias, marcado para ser realizado em duas sessões nos dias 2 e 4 de dezembro. No entanto, o diretor-geral da reguladora, Sandoval Feitosa, disse que o cronograma pode ser adiado caso o Congresso aprove uma alteração na lei que atribui o custeio das contratações aos geradores. Atualmente, há uma proposta em discussão para incluir os consumidores na conta. “Se o Congresso Nacional mudar a lei [antes do certame], nós vamos ter que republicar o edital e vamos ter que reprogramar a sessão pública do leilão”, afirmou o diretor-geral à imprensa após reunião extraordinária da diretoria. Segundo Sandoval, caso a alteração legislativa seja feita após o leilão, seria necessária uma diretriz na lei para o tratamento do certame que já ocorreu. Se uma mudança for feita depois da homologação e da adjudicação do resultado, Sandoval explicou que os contratos seriam atos jurídicos perfeitos por terem sido firmados na vigência da lei atual, com pagamento pelos geradores. Assim, uma mudança legislativa também deveria disciplinar esse tratamento. “Ou seja, em qualquer cenário, a única certeza que a gente tem é que a ANEEL vai cumprir a lei”, disse. Preços e garantias Antes da reunião da ANEEL, o MME (Ministério de Minas e Energia) enviou ofício à reguladora definindo os preços iniciais do leilão. Os valores serão de R$ 1,76 milhão por MW/ano (megawatt/ano) para o certame do dia 2 de dezembro, voltado a soluções com conteúdo local; e de R$ 1,58 milhão por MW/ano no leilão geral, de 4 de dezembro. Já as garantias financeiras a serem aportadas pelos agentes, conforme recomendação da área técnica da ANEEL, serão menores que as que foram propostas inicialmente. A faixa de referência, que era de R$ 9,8 milhões/MW, caiu para R$ 6 milhões/MW. Editais Foram aprovados por unanimidade os dois editais. O relator, diretor Gentil Nogueira, seguiu as sugestões da área técnica, adotando no edital um termo mais genérico para o pagador do encargo de contratação das baterias, diante da possibilidade de mudanças na lei para incluir os consumidores no rateio. Sandoval Feitosa afirmou que é possível o edital ficar com essa definição em aberto. De acordo com ele, a decisão foi tomada para que o edital se torne aderente à norma em elaboração pela agência, sobre o rateio do encargo de custeio das baterias. No entanto, disse que essa especificação sobre qual será a base pagadora precisará estar no contrato a ser assinado pelos vencedores após o certame. “O edital pode ficar abstrato. Agora, o contrato não. É um contrato de adesão ou CRCAP [Contrato de Potência de Reserva de Capacidade], mas você não pode deixar indeterminado quem é o responsável pelo encargo. Tem que ficar específico quem deve pagar. E a escolha de quem deve pagar foi feita pelo Legislativo, uma lei que foi sancionada pela Presidência da República”, afirmou. Em seu voto, o relator também acolheu a recomendação de permitir a participação de usinas com contratos regulados em associação às baterias. O voto também autoriza as transmissoras a participar do certame, mas deixa o tratamento das obrigações da concessão para etapas posteriores. Em parecer, a Procuradoria Federal junto à ANEEL entendeu que as concessionárias podem participar do certame desde que revertam parte da receita para a modicidade tarifária. Gentil também apontou propostas de agentes para criação de excludentes de responsabilidade em caso de atraso na conexão dos projetos ao SIN (Sistema Interligado Nacional). Ele rejeitou as sugestões, mas destacou que o cronograma da temporada de acesso ao sistema de 2027 prevê um mecanismo específico para os vencedores do leilão, encurtando o processo em pelo menos dois meses. Projeto no Congresso O setor tem articulado pela aprovação do Projeto de Lei 3.716/2026 no Congresso. O texto, de autoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), inclui os consumidores como pagadores do encargo das baterias. A proposta já teve aprovada a tramitação no regime de urgência e aguarda a designação de relator pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Fontes têm afirmado que o governo deve apoiar a aprovação do texto, após certa resistência durante a votação da urgência.