Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
O leilão de baterias (BESS) deve ser realizado até junho deste ano, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O leilão tem data prevista para 30 de abril, atualmente. A iniciativa é vista pelo governo como essencial para a consolidação das energias renováveis no país e pode abrir espaço, ainda que de forma inicial, para políticas de conteúdo local e desenvolvimento tecnológico nacional.
“As baterias serão o grande mercado do setor elétrico brasileiro, na minha modesta visão, porque nós somos líderes das energias renováveis e só vamos estabilizá-las com as bateria”, afirmou o ministro.
Durante o evento CEO Conference Brasil 2026, do BTG Pactual, o ministro afirmou que o MME estuda incluir no desenho do leilão mecanismos inovadores para a formação de capital humano. A proposta envolve parcerias com empresas participantes do certame para viabilizar a capacitação de engenheiros brasileiros na China, com retorno ao país para atuar na estruturação da indústria nacional de baterias.
A estratégia está alinhada à política de minerais críticos e estratégicos em elaboração pelo governo federal, conduzida no âmbito do Conselho Nacional das Políticas dos Minerais Críticos e Estratégicos, que reúne dez ministros de Estado. “A ideia é iniciar um processo de inteligência nacional e construir, ao longo do tempo, uma cadeia de baterias no Brasil”, afirmou Silveira.
Sobre o curtailment, o ministro defendeu que apenas falhas estruturais do sistema elétrico devem gerar ressarcimento aos investidores. Riscos associados à ausência de demanda contratada, segundo ele, não podem ser transferidos ao consumidor.
“Quando o investidor não tem um off-take garantido, ele assume um risco. Esse risco não pode ser do consumidor”, afirmou.
Por outro lado, Silveira reconheceu que problemas de confiabilidade, restrições elétricas e gargalos na transmissão, muitos deles decorrentes de falhas de planejamento, precisam ser tratados por meio de regulamentação e compensação adequada.
“O problema elétrico é do sistema. AAneel vai ter que absorver isso e o setor vai ter que remunerar os investidores”, disse.
O ministro lembrou que o governo tem buscado mitigar esses entraves com novos leilões de transmissão, incluindo um certame previsto para o final de março.
Sobre a consulta pública que trata da regulamentação do curtailment, Silveira afirmou que o tema ainda está em análise no ministério, mas indicou que a expectativa é concluir a avaliação ainda no primeiro semestre deste ano.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental