Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,7% em fevereiro, após alta de 0,33% em janeiro. Com o resultado, o índice acumula elevação de 1,03% no ano e de 3,81% em 12 meses, de acordo com o IBGE.
No grupo Habitação, onde energia elétrica é um dos itens, os preços avançaram 0,3% no mês. Esse índice mostra reversão em comparação ao mês passado, afinal, recuou 0,11% naquele mês. Todavia, o resultado foi influenciado principalmente pelos reajustes nas tarifas de água e esgoto, que avançaram de 0,84%. Por sua vez, a energia elétrica residencial registrou alta de 0,33% em fevereiro. A cobrança ocorreu com a manutenção da bandeira tarifária verde, sem custo adicional nas contas de luz. Já o gás encanado recuou 1,60%, influenciado por reduções nas tarifas no Rio de Janeiro e em Curitiba.
Além disso, 0 grupo Educação apresentou a maior variação do mês, com alta de 5,21% e impacto de 0,31 ponto percentual no índice. O resultado foi influenciado principalmente pelos reajustes de início do ano letivo nos cursos regulares, que subiram 6,20%. As maiores altas ocorreram no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).
E ainda, Transportes registrou alta de 0,74%, respondeu pelo segundo maior impacto no índice, com 0,15 ponto percentual. A principal pressão veio das passagens aéreas, que subiram 11,40%. Nesse sentido, avançaram o seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóvel (1,22%) e o ônibus urbano (1,14%). Entre os combustíveis, houve queda média de 0,47%, com recuos na gasolina (-0,61%) e no gás veicular (-3,10%), enquanto etanol (0,55%) e óleo diesel (0,23%) registraram alta.
Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de janeiro de 2026 a 03 de março de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de dezembro de 2025 a 29 de janeiro de 2026 (base).
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