Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição

de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso

Notícias

Produção de gás natural na OCDE recua 3% em janeiro, aponta AIE

Em: 15/04/2026 às 08:53h por Canal Energia

As importações de gás natural, incluindo gás natural liquefeito (GNL), cresceram 9,9% em comparação ao ano anterior

 

A produção total de gás natural nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentou uma redução de 3%. Esse índice está comparado em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da Agência Internacional de Energia (IEA). A queda reflete desafios enfrentados por algumas regiões, como a Europa, que continua lidando com questões de produção e abastecimento.


Já as importações de gás natural, incluindo gás natural liquefeito (GNL), cresceram 9,9% em comparação ao ano anterior. Esse aumento foi impulsionado principalmente pela demanda crescente em países da OCDE. Entre eles, os Estados Unidos e a Europa. Todavia, as exportações também registraram um crescimento expressivo de 15,8%, destacando o papel dos países exportadores, como Noruega e Austrália, no fornecimento global.


Consumo total em alta

Além disso, o consumo bruto de gás natural nos países da OCDE teve um aumento de 1,4% em janeiro de 2026, indicando uma recuperação moderada na demanda por energia. Nesse sentido, a Ásia, Oceania e a Europa lideraram esse crescimento. Entretanto, os Estados Unidos mantiveram um consumo estável.


No início de janeiro, a entidade registrou um novo recorde na demanda por carvão. Como o gás natural é um dos concorrentes ao carvão, o energético mineral deverá ter uma inflexão na curva em 2026.


Impactos no mercado global

Segundo o relatório da IEA, essas tendências reforçam a importância do gás natural como uma fonte essencial de energia, especialmente em um momento de transição energética. O aumento nas exportações e importações demonstra a interdependência entre os países da OCDE e os mercados globais, enquanto a queda na produção destaca a necessidade de investimentos em infraestrutura e tecnologia.