Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
A indústria eólica global atingiu um marco histórico em 2025, com a instalação de 165 GW de nova capacidade, um aumento de 40% em relação ao ano anterior, segundo o relatório anual do Global Wind Energy Council (GWEC). Este crescimento reflete a resiliência do setor diante de choques de oferta e preços elevados de petróleo e gás.
Dessa forma a capacidade global instalada somou 1.299 GW em 138 países. A Ásia, liderada por China e Índia, foi responsável por 80% das novas instalações, adicionando 131 GW. A China sozinha instalou 120,5 GW, enquanto a Índia quase dobrou suas adições anuais, alcançando um recorde de 6,3 GW. Nos Estados Unidos, as instalações terrestres cresceram 7 GW, demonstrando a força econômica do setor.
O Brasil continua sendo um dos principais mercados de energia eólica na América Latina, consolidando sua posição como o maior produtor da região. Em 2025, o país adicionou 2,3 GW de nova capacidade eólica, alcançando um total acumulado de 36 GW, o que o coloca entre os cinco maiores mercados globais em capacidade instalada. No entanto, o ritmo de crescimento desacelerou em comparação com anos anteriores, refletindo desafios específicos do mercado local.
A desaceleração no Brasil foi atribuída a uma combinação de fatores, incluindo a baixa demanda por eletricidade e o aumento do curtailment. Esses fatores têm impactado a viabilidade econômica de novos projetos, mesmo em um país com vasto potencial para a geração de energia eólica, especialmente no Nordeste.
Além disso, a falta de expansão das redes de transmissão tem sido um gargalo significativo. Muitos projetos enfrentam atrasos ou dificuldades para conectar a energia gerada aos centros de consumo, limitando o aproveitamento pleno da capacidade instalada. Contudo, a expectativa é que o Brasil continue a desempenhar um papel importante no crescimento da energia eólica na América Latina, especialmente com o avanço de projetos híbridos que combinam eólica e solar, além de iniciativas para modernizar e expandir a infraestrutura de transmissão.
Na Europa, a capacidade instalada ultrapassou 300 GW, com 19,1 GW de novos empreendimentos em 2025, lideram a Alemanha e Turquia. De acordo com a avaliação do GWEC, apesar do crescimento, o ritmo ainda está abaixo do necessário para atingir as metas climáticas de 2030 da União Europeia. No Oriente Médio e África, o crescimento foi liderado pela Arábia Saudita, que estabeleceu um recorde mundial de custo com o projeto Dawadmi, a US$ 1,338/kWh.
Embora o crescimento seja acelerado, o GWEC alerta que o mundo ainda não está no caminho para triplicar as energias renováveis até 2030. Além disso, destacou que barreiras burocráticas e atrasos na expansão das redes elétricas continuam a limitar o potencial do setor.
Por fim, o relatório aponta que o GWEC projeta a adição de 969 GW de nova capacidade sejam instalados globalmente, entre 2026 e 2030. Essa forma, a média anual ficará em 194 GW. A China continuará liderando, mas mercados emergentes na Ásia Central, Sudeste Asiático e África devem ganhar destaque. E assim, contribuirão para que a capacidade global ultrapasse 2 TW até 2029.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental