Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição

de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso

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Agro e indústria buscam soluções energéticas para garantir competitividade e segurança no mercado

ENERGIA NO AGRONEGÓCIO

Em: 13/05/2026 às 18:21h por 220 Relações Públicas

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Painel destacou armazenamento, diversificação e gestão inteligente como caminhos para o futuro energético no agronegócio

 

O avanço da demanda por energia no agronegócio e na indústria colocou o tema no centro das estratégias de competitividade. Durante o Painel 6, com o tema “Soluções energéticas para o agro e para a indústria”, os painelistas defenderam que eficiência, autonomia e segurança energética seriam determinantes para a permanência das empresas no mercado, no Encontro das Indústrias do Setor Elétrico 2026, realizado nos dias 12 e 13 de maio, no UniSenai.

Participaram do debate Dimas Yamanaka, responsável pelos setores comercial e de marketing da Trael Transformadores como moderador do painel; Merivaldo Britto, embaixador da Tudo de Energia; Diego Ferreira e Stevan Gomes, representantes da WEG; e Tiago Arruda, diretor da Enersim.

A discussão reuniu representantes do setor e apontou tecnologias como armazenamento por baterias, diversificação da matriz e gestão inteligente do consumo como pilares para enfrentar desafios estruturais históricos.

A energia deixou de ser apenas um insumo operacional e passou a ocupar papel estratégico no setor produtivo. Para o moderador do painel, Dimas Yamanaka, essa mudança de visão já vinha sendo construída, mas ganhou ainda mais força diante da complexidade atual do sistema elétrico.

Nesse contexto, o tema soluções energéticas para o agro e para a indústria surgiu como resposta direta à necessidade de garantir competitividade em um cenário cada vez mais exigente.

“O impacto dessa nova visão é definir quem vai continuar no jogo”, afirmou Yamanaka. Segundo ele, fatores como custo de energia, segurança jurídica, mão de obra e carga tributária são determinantes para a tomada de decisão das empresas.

A discussão também evidenciou que não bastava apenas ter acesso à energia. A qualidade e a confiabilidade do fornecimento passaram a ser essenciais para sustentar operações produtivas.

Foi justamente nesse ponto que entraram as soluções energéticas para o agro e para a indústria, com destaque para sistemas de armazenamento de energia, como o BES (Battery Energy Storage System). A tecnologia permite armazenar energia para uso em momentos estratégicos, reduzindo custos e garantindo estabilidade.

Merivaldo Britto, consultor energético China - Brasil e fundador do Tudo de Energia, destacou que as baterias representam um avanço importante para descentralizar o sistema elétrico e dar mais autonomia ao consumidor.

“Você passa a ser gestor da sua própria energia”, resumiu o fundador do Tudo de Energia, as baterias representam um avanço importante para descentralizar o sistema elétrico e dar mais autonomia ao consumidor. “Você passa a ser gestor da sua própria energia”, resumiu.

A aplicação dessas soluções foi apontada como viável desde propriedades rurais até grandes indústrias, incluindo setores como mineração, hospitais e comércio. Além de garantir fornecimento contínuo, o armazenamento ajuda a minimizar impactos de falhas na rede e oscilações de energia.

Outro ponto central do debate foi a necessidade de equilibrar diferentes fontes de geração. Embora a energia solar tenha avançado significativamente, especialistas alertaram para limitações na capacidade de escoamento e para a intermitência da fonte.

Nesse cenário, soluções energéticas para o agro e para a indústria também passaram pela complementaridade entre fontes, como hidrelétrica, biomassa, biogás e sistemas híbridos.

“A segurança energética depende desse equilíbrio. Não dá para depender de uma única fonte”, destacou um dos participantes, ao reforçar a importância da geração hidráulica aliada a novas tecnologias de armazenamento.

O estado de Mato Grosso foi apontado como um dos protagonistas nesse processo, tanto pelo seu potencial de geração quanto pelo alto consumo energético impulsionado pelo agronegócio e pela indústria. No entanto, desafios estruturais, como a capacidade de transmissão, ainda limitaram o pleno aproveitamento desse potencial.

Para os palestrantes, eventos do setor tiveram papel fundamental na construção dessas soluções, ao reunir diferentes agentes e acelerar o debate.

Nesse sentido, o Painel 6 reforçou que o futuro passaria por inovação, integração e planejamento. Mais do que tendência, as soluções energéticas para o agro e para a indústria já se consolidaram como uma necessidade concreta para garantir eficiência, reduzir custos e manter a competitividade em um mercado global cada vez mais disputado.