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de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso

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MT Trifásico é avanço, mas estado precisa de plano energético mais amplo, diz Sindenergia

FUTURO DO ESTADO

Em: 29/05/2026 às 15:35h por 220 Relações Públicas

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Presidente da entidade avalia que programa lançado pelo Governo de Mato Grosso ajuda a reduzir gargalos históricos, mas alerta que a demanda por energia cresce mais rápido que a capacidade de expansão da infraestrutura.


O lançamento do programa MT Trifásico pelo Governo de Mato Grosso na quinta-feira (28.05) foi recebido como um passo importante para ampliar a oferta de energia no interior do estado, mas ainda insuficiente diante do ritmo de crescimento da demanda energética mato-grossense. A avaliação é do presidente do Sindenergia Mato Grosso, Carlos Garcia, que defende a construção de uma política mais ampla para garantir a segurança energética necessária ao desenvolvimento econômico nas próximas décadas.


Anunciado pelo Governo do Estado em parceria com a Energisa, o programa prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão até 2030 para implantação de cinco mil quilômetros de rede trifásica, beneficiando assentamentos, pequenas propriedades rurais, agroindústrias e regiões que ainda enfrentam limitações no fornecimento de energia.


Para Garcia, o valor representa apenas uma parcela dos investimentos necessários para solucionar os desafios estruturais do setor, mas inaugura um modelo importante de atuação conjunta entre o poder público e a concessionária.
"Em termos de investimento, ele representa pouco do que precisamos para solucionar o problema energético do estado. Mas representa muito na construção de um caminho para enfrentar esse desafio, principalmente porque cria uma solução sem transferir esse custo para a tarifa do consumidor", afirmou.


Segundo o presidente do Sindenergia, a energia elétrica se tornou o principal gargalo de infraestrutura de Mato Grosso após os avanços registrados em áreas como rodovias e ferrovias.
Ele cita que o estado conseguiu avançar na logística de transporte nos últimos anos e agora precisa voltar sua atenção para a expansão da infraestrutura energética, considerada essencial para sustentar o crescimento do agronegócio, da indústria e de novos empreendimentos.


"A energia elétrica é hoje o principal desafio de infraestrutura do estado. O MT Trifásico é um início importante, mas precisamos construir uma solução mais abrangente para acompanhar o desenvolvimento que Mato Grosso está vivendo", destacou.
Garcia também voltou a defender a criação de um programa estadual de desenvolvimento energético, reunindo governo, setor produtivo, concessionária e investidores para planejar as necessidades futuras do estado.


Na avaliação dele, já existem diversas iniciativas isoladas em andamento, mas falta uma estratégia integrada capaz de identificar prioridades, coordenar investimentos e antecipar demandas que surgirão nos próximos anos.


"Precisamos organizar tudo o que já está sendo feito, entender o que ainda falta e construir um planejamento de longo prazo. A demanda energética de Mato Grosso cresce cerca de 50% acima da média nacional e isso exige uma resposta à altura", afirmou.


O dirigente ressalta que os investimentos atualmente previstos, incluindo os anunciados na renovação da concessão da Energisa, são voltados principalmente para corrigir deficiências já existentes na rede.


"Esses investimentos ajudam a resolver os gargalos atuais. Eles não estão sendo feitos para atender a demanda futura, mas para suprir necessidades que já existem hoje", observou.


Com a expectativa de crescimento de aproximadamente 50% da produção agrícola nos próximos dez anos, Garcia acredita que Mato Grosso precisará diversificar sua matriz energética e aproveitar melhor outras fontes disponíveis no estado.