Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
A Inteligência Artificial (IA) tem potencial para transformar profundamente os sistemas de energia e ajudar o mundo a enfrentar desafios como aumento da demanda, pressões ambientais e necessidade de maior resiliência operacional. É o que revela o estudo da Deloitte.
Conforme o relatório, a incorporação da IA ao planejamento e às operações pode gerar economias superiores a US$ 200 bilhões por ano até 2030, alcançando quase US$ 500 bilhões anuais até 2050. No acumulado entre 2030 e 2050, os benefícios econômicos totais podem variar entre US$ 8,3 trilhões e US$ 11 trilhões.
No setor energético, as aplicações de IA podem ser realizadas em três frentes principais: otimização e controle do sistema elétrico, gestão do ciclo de vida de ativos e eficiência e gestão do uso final da energia.
Na otimização e controle da rede, algoritmos avançados permitem balancear oferta e demanda em tempo real, reduzir perdas e integrar volumes crescentes de fontes renováveis intermitentes com mais segurança e estabilidade.
Na gestão do ciclo de vida dos ativos, a manutenção preditiva baseada em dados antecipa falhas, prolonga a vida útil de equipamentos e reduz custos operacionais.
Já na ponta do consumo, a IA analisa padrões de uso e ajusta processos industriais e sistemas prediais para maximizar a eficiência energética.
Além disso, a projeção é que, até 2030, a IA possa viabilizar uma redução de aproximadamente 2.700 a 3.700 TWh de economia de energia. Já até 2050, essa economia pode chegar a quase 12.000 TWh. Esse volume é o equivalente a 10% a 12% do consumo global de energia projetado em um cenário de emissões líquidas zero.
Em 2030, cerca de 60% dessas economias devem vir da indústria e do setor elétrico, somando entre 1.550 e 2.210 TWh. Em 2050, o setor elétrico tende a liderar os ganhos, com potencial de 3.540 a 4.530 TWh, representando aproximadamente 38% do total projetado.
No Brasil, a integração da IA à infraestrutura energética fortalece a resiliência e acelera a descarbonização com ganhos econômicos concretos. O país já é visto como mercado-chave na agenda climática, graças à sua matriz majoritariamente renovável.
Para avançar, o país deve ampliar o acesso aos instrumentos inovadores de capital. Além disso, fazer a estruturação adequada de projetos, promover segurança regulatória. E ainda, consolidar no mercado o conhecimento técnico sobre essas oportunidades.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental