Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição

de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso

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Aneel reforça preparação do setor elétrico para Super El Niño

Em: 21/08/2026 às 09:00h por Canal Energia

Projeções da NOAA indicam mais de 95% de chance de um dos eventos climáticos mais intensos já registrados no Brasil, com pico previsto entre outubro e dezembro de 2025-2026


O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, alertou nesta quinta-feira, 20 de agosto, para a necessidade de preparação coordenada do setor elétrico brasileiro diante da chegada do Super El Niño previsto para 2026-2027. O aviso foi feito durante workshop realizado na sede da agência, com participação de distribuidoras, transmissoras, geradoras e órgãos públicos.


Segundo projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há mais de 95% de probabilidade de ocorrência de um dos eventos climáticos mais intensos já registrados no Brasil, com pico entre outubro e dezembro de 2025-2026.



Impactos regionais distintos


O fenômeno afetará o país de forma desigual. Enquanto as regiões Sul e Sudeste devem enfrentar enchentes severas, o Norte terá secas prolongadas que podem comprometer o transporte fluvial de combustíveis e alimentos. As regiões Norte e Centro-Oeste também enfrentarão temperaturas extremas e risco elevado de incêndios florestais.


Além disso, Feitosa destacou que as distribuidoras já estão elaborando planos de contingência, reforçando equipes e melhorando a integração com defesas civis e prefeituras. AAneel também realizou sorteio extraordinário para antecipar recursos destinados à compra e estocagem de combustível na região Norte, prevendo dificuldades na navegação fluvial.


“Não estamos aqui movidos pelo medo, mas pela responsabilidade. Preparar-se significa respeitar a sociedade que confia no nosso trabalho”, afirmou o diretor.


Ferramentas de monitoramento


A agência tem investido em ferramentas de monitoramento, como o sistema RADAR, que acompanha interrupções em tempo real, e parcerias com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para monitoramento por satélite de queimadas e outros eventos climáticos.


Por fim, Feitosa enfatizou que a resiliência do setor depende da cooperação entre todas as instituições. “Nenhuma instituição sozinha terá todas as respostas. É na diversidade de experiências que encontraremos as melhores soluções”, concluiu.