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BNDES abre edital para estudo técnico sobre certificação de carbono no Brasil

Em: 07/01/2026 às 08:37h por Canal Energia

A iniciativa contará com apoio financeiro não reembolsável de até R$ 10 milhões do Fundo de Estruturação de Projetos (BNDES FEP)

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou edital público para selecionar propostas voltadas à certificação de carbono. O foco é realizar o estudo técnico “Certificação de Crédito de Carbono no Brasil”. A iniciativa contará com apoio financeiro não reembolsável de até R$ 10 milhões do Fundo de Estruturação de Projetos (BNDES FEP). O objetivo é mapear o mercado nacional de certificação, e ainda, identificar oportunidades para fortalecer e ampliar a capacidade desse mercado.


O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério da Fazenda (MF) são parceiros no projeto. Os interessados têm até prazo até o dia 9 de fevereiro, às 17h (horário de Brasília) para participarem gratuitamente. O formulário está disponível no Portal do Cliente do BNDES.


O trabalho diagnosticará o ecossistema de certificação no Brasil. Além disso, identificará os principais atores, bem como buscará melhorias nas metodologias existentes. Segundo o BNDES, o estudo também avaliará arranjos de governança. Ademais, a iniciativa pretende reduzir custos e prazos. E ainda, incluir e alinhar a ação com as melhores práticas internacionais.


BNDES como articulador


De acordo com comunicado, o estudo reforça o papel do Banco como articulador da agenda climática e do desenvolvimento sustentável no Brasil. Nesse sentido, a iniciativa está alinhada à implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). Este sistema foi regulamentado pela Lei 15.042/2024. O SBCE é considerado um passo estratégico para consolidar o país como um dos líderes globais no setor.


O prazo é de seis meses e abrange todo o país. Os assuntos estão direcionados para integridade ambiental, segurança jurídica, governança, transparência e credibilidade internacional. Nesse sentido, o estudo estruturará processos que promovam eficiência, redução de custos e ganho de escala, além de articulação com atores públicos, privados e da sociedade civil.