Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
As projeções de Energia Natural Afluente em janeiro diminuíram em todos os submercados. Conforme a segunda revisão semanal do Programa Mensal da Operação de janeiro de 2026, a ENA no Sudeste/Centro-Oeste deve terminar o mês em 65% da Média de Longo Termo. A perspectiva na primeira revisão era de 82%. O Sul deve encerrar em 102%, enquanto Nordeste e Norte aparecem em 41% e 59%.
De acordo com o ONS, os reservatórios ao final de janeiro devem apresentar níveis de 46,7% no SE/CO. Enquanto no PMO anterior o volume esperado era de 52%. O subsistema Sul consta com o maior volume ao final de janeiro, com 75,3%. Já no Nordeste e Norte as perspectivas são de 53,2% e 60,1% de armazenamento hídrico.
Sobre a previsão de carga com MMGD para o mês houve um incremento de 0,2 p.p. na comparação com a revisão anterior. Assim, o consumo no sistema deverá ter um aumento de 1,6% em comparação com o mesmo período no ano anterior. No SE/CO é prevista leve retração de 0,1%, enquanto no Sul o recuo poderá ser de 2,1%. Já NE e N aparecem com altas de 6,9% e de 10,4%.
Dessa forma, os valores médios semanais do Custo Marginal de Operação (CMO) dos subsistemas saltaram em relação à semana anterior. No caso passando de R$ 119,10/MWh para R$ 296,18/MWh na maioria dos submercados. A exceção é o Norte, que nas duas últimas revisões consta com R$ R$ 296,18/MWh e 289,95/MWh.
Com o despacho térmico de 9.321 MW médios indicado pelo modelo Decomp na etapa de programação semanal, o custo de operação esperado para a semana operativa atual é de R$ 296,4 milhões. Para as próximas semanas do mês, a média do custo de operação esperado é de R$ 149,33 milhões por semana.
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