Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
As importações de painéis solares da China caíram 20% em 2025. Conforme dados apresentados pelo Conselho Empresarial Brasil China (CEBC), o índice resulta em uma queda de 41% no valor das compras, que atingiram US$ 1,5 bilhão. Assim, o produto que liderava esse fluxo do gigante asiático em 2024 recuou para a quarta posição. A perda é de quase 1,9 ponto percentual, passando a representar 2,2% do total. Por outro lado os chineses seguem na liderança isolada no fornecimento dessa tecnologia ao Brasil, respondendo por 98,3% do total adquirido.
De acordo com o relatório, os veículos híbridos chineses importados chegaram a render uma cifra ainda maior. Chegaram a US$ 1,87 bilhão, valor é 25% maior do que no ano anterior. Com crescimento de 62% no valor dos negócios, esse é o segundo produto mais comprado do gigante asiático. Em contrapartida, as importações de carros totalmente elétricos caíram 37%, despencando do terceiro para o 11º lugar. Outro destaque do CEBC divulgado em setembro de 2025 é a liderança de aportes chineses por aqui.
As compras atingiram pico em junho (US$ 710 milhões). Isso à medida que os importadores anteciparam embarques diante da perspectiva de elevação da tarifa sobre veículos eletrificados, que subiu de 25% para 30% em julho daquele ano. A China foi a principal fornecedora de híbridos ao Brasil, com participação de 81%. Seguida por Eslováquia (6%) e Alemanha (3%). O país asiático também foi a principal origem dos 100% elétricos. A fatia é de 85%, seguido por Alemanha (5%) e Bélgica (4%).

Conversores elétricos estáticos movimentaram US$ 952 milhões, diminuindo 18% no valor das compras e 7% no volume de importações (CEBC)
Conforme a divulgação, a corrente de comércio Brasil e China chegou ao recorde de US$ 171 bilhões em 2025. O aumento é de 8,2% em relação a 2024. As trocas com os Estados Unidos, segundo principal parceiro comercial do país, atingiram US$ 83 bilhões. O que representa menos da metade das transações sino-brasileiras. As importações brasileiras com origem no país asiático também bateram recorde de US$ 70,9 bilhões em 2025. Num incremento de 11,5% na comparação anual.
Além disso, o levantamento pontua que o Brasil vem registrando superávits comerciais com o país asiático há 17 anos consecutivos. Ano passado foram US$ 29,1 bilhões, volume equivalente a 43% do saldo positivo brasileiro de US$ 68,3 bilhões com o mundo.
A indústria de transformação respondeu por 99,6% das importações brasileiras com origem na China em 2025. Produtos desse setor também compuseram a maior parte das compras oriundas da União Europeia (98,3%), dos Estados Unidos (91%) e da Argentina (82,3%). No conjunto das compras brasileiras provenientes de todo o mundo, esse setor representou 92,6%. Já naquelas com origem na indústria de transformação (US$ 259 bilhões), a China foi o principal fornecedor, com participação de 27%. E seguida por EUA (16%), Alemanha (5,5%), Argentina (4%) e Rússia (3,6%).
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental