Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
A demanda por data centers exigirá cerca de 600 TWh em 2026. Conforme a projeção da Agência Internacional de Energia (AIE), a perspectiva para o ano representa um aumento de 14% em relação aos 525 TWh estimados em 2025. E um incremento de 20% na comparação ao consumo real de 2024, quando atingiu 436 TWh.
De acordo com último relatório da Moody’s, essa demanda para suportar a inteligência artificial (IA), computação em nuvem e serviços de internet continuará a aumentar acentuadamente nesse ano. A maior parte da nova capacidade é pré-alugada para grandes empresas de tecnologia, ou hiperescaladores. Assim, limita-se o risco de um excedente de capacidade desocupada no mercado, ao mesmo tempo em que se intensifica o risco de concentração de contrapartes.
Dessa forma, a agência de classificação de risco prevê que a capacidade manterá crescimento de dois dígitos enquanto os inquilinos monetizam rapidamente as novas instalações. A corrida para construir uma nova capacidade de data centers permanece em seus estágios iniciais, em meio à perspectiva de que a capacidade global continuará a crescer nos próximos 12 a 18 meses.
Riscos
Conforme o levantamento, o risco regulatório e as limitações de energia continuam a restringir o desenvolvimento desse mercado. A oposição local aos novos data centers subiu em alguns mercados pelo crescimento das preocupações da população sobre o consumo de energia e água. Por outro lado, é provável que regiões com leis favoráveis continuem a observar novos arranjos. Enquanto isso, algumas localidades estão fazendo mudanças em seus arcabouços regulatórios para maiores incentivos.
Na análise da Moody’s, os inquilinos assumem mais riscos para acelerar os prazos de conclusão em meio ao aumento dos riscos de construção. Alguns estão dispostos a compartilhar certos riscos de entrega de construção que não costumavam assumir. Como a isenção da disponibilidade de energia e serviços públicos essenciais como requisitos de conclusão.
Além disso, a elevada demanda global por mão de obra qualificada, commodities e equipamentos essenciais aumenta o custo da construção. Assim como custos operacionais das instalações existentes. Já os elevados valores da unidade de processamento gráfico (GPU, em inglês) fazem com que os desenvolvedores busquem opções alternativas de financiamento. Assim, a agência entende ser provável que usuários e proprietários de GPUs busquem mais fontes alternativas.
De acordo com o relatório, os mercados de capitais se adaptam para financiar o rápido crescimento dos data centers de hiperescala. E com as contrapartes com histórico de crédito positivo ainda sendo agentes fundamentais nesse processo. À medida que o número e tamanho dos ativos se expandem, a quantidade e a diversidade do capital necessário para desenvolvimento aumentam.
Ademais, a Moody’s vê os bancos continuando a desempenhar um papel importante junto com investidores institucionais que emprestam cada vez mais durante a etapa de construção. Os arrendamentos de longo prazo devem seguir recebendo suporte de crédito de grandes empresas de tecnologia. Mesmo apesar da capacidade ser usada principalmente por uma startup de IA, como a OpenAI ou a Anthropic.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental