Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
O consumo de energia elétrica no Brasil recuou 0,3% no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse é o mesmo índice registrado no terceiro trimestre do ano passado. Os dados do boletim trimestral da Empresa de Pesquisa Energética mostram queda de 1,4% na indústria, contudo, há aumentos de 1,3% na classe residencial e de 0,7% no comércio.
A redução no consumo de eletricidade na indústria ocorre pelo terceiro trimestre consecutivo. Ou seja, mesmo com o cenário de expansão da atividade industrial e do Produto Interno Bruto. O PIB cresceu 1,8% nos três primeiros meses do ano.
Em valores nominais, a carga industrial somou 48,2 TWh no período. Já o PIB da indústria no geral registrou alta de 1,6%, impulsionada pelo crescimento de 8,8% da indústria extrativa. Porém, houve com queda de 0,9% na indústria de transformação.
Além disso, o consumo residencial teve um maior volume já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da EPE. E está, segundo a estatal, em linha com o aumento de 1,7% no consumo das famílias. Fatores como diminuição da taxa de desocupação (de 7% para 6,1%) e aumento de 5,5% dos rendimentos médios reais também podem ter influenciado o crescimento. Ademais, as contratações ficaram na ordem de 1,21 milhão, na comparação do estoque de março de 2026 com o mesmo mês de 2025.
De acordo com a EPE, aumento na classe comercial reverteu a trajetória de retração do consumo observada nos três trimestres anteriores. O desempenho reflete o crescimento de 2,1% do setor de serviços. Dados do IBGE destacam crescimento na casa dos 10% no segmentos de audiovisual, de edição e agências de notícias e de tecnologia da informação.
Já no comércio, os maiores aumentos de consumo foram nos segmentos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (9,6%) e de eletrodomésticos (6,8%).
A carga de consumidores livres cresceu 2,8% e atingiu de 44,1% do consumo nacional. Já o mercado regulado, que representou por 55,9% da carga total, teve retração de 2,6% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Por fim, o resultado é atribuído em parte à migração de consumidores para o ambiente livre.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental