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Perdas de energia custam mais de R$ 8 bi aos consumidores em 2016

Em: 06/12/2017 às 09:10h por

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Os consumidores de energia arcaram com mais de R$ 8 bilhões em energia que foi injetada na rede e não chegou a ser consumida em 2016, devido às perdas totais apuradas pelas distribuidoras por questões como inadimplência, má gestão de recursos e roubos de energia.

O número consta em um estudo feito pela consultoria americana A.T. Kearney, obtido com exclusividade pelo Valor, que considerou os resultados de 2016 de 26 concessionárias de distribuição de energia que representam 70% do mercado total.

As perdas de energia por furtos ou fraude - os conhecidos "gatos" - custaram aos consumidores de energia cerca de 5,1% de toda a energia injetada na rede ano passado, o que representou o total R$ 3,6 bilhões, ou R$ 53 por consumidor no ano.

Considerando também as perdas totais de energia, que incluem perdas técnicas (relacionadas à questões como problemas em transformadores e outros fatores de eficiência), o valor fica ainda maior, chegando a 12,5% de toda a energia injetada na rede, somando R$ 8,7 bilhões, ou R$ 128 por cliente.
Ainda que a energia não chegue, de fato, aos consumidores, as perdas são remuneradas pela tarifa quando ficam abaixo das metas regulatórias estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), baseadas em critérios de eficiência das companhias de distribuição de energia.

Segundo o estudo, a maioria das empresas enfrenta perdas reais maiores que as previstas. Nesses casos, as perdas são absorvidas pelas próprias companhias, e não são remuneradas pela tarifa. Como há concessionárias com perdas abaixo das metas regultórias, o resultado médio a ser absorvido pelas distribuidoras é minimizado. Em 2016, somou R$ 277 milhões. Ou seja, os outros cerca de R$ 8,4 bilhões foram pagos pelos consumidores.

A inadimplência foi outro fator que pressionou as distribuidoras no ano passado, segundo a consultoria. O estudo aponta que a maior parte das distribuidoras teve um custo com provisões para crédito de liquidação duvidosa (PCLD) bem maior que o estabelecido - e remunerado - na tarifa, devido à situação econômica do país.

As somas dos valores apurados a mais que as metas regulatórias das distribuidoras somou R$ 1,4 bilhão em 2016, o que afetou significativamente o resultado da maioria das concessionárias, segundo a A.T. Kearney. Esses valores são considerados "receitas irrecuperáveis" pelas companhias.

Fonte: Valor Econonômico




 

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